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Defesa de Isaltino Morais avança com recursos para Tribunal Constitucional e Supremo PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Terça, 07 Setembro 2010 07:02

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A defesa de Isaltino Morais vai avançar com recursos para o Tribunal Constitucional e para o Supremo, com o objetivo de “fazer cair” a pena de prisão efetiva, disse segunda-feira à Lusa o advogado do autarca de Oeiras.

"O nosso objetivo é fazer cair a pena de prisão. No limite, é que a pena não seja efetiva", disse à agência o advogado de defesa do autarca de Oeiras, Rui Elói Ferreira.

O advogado acrescentou que vai apresentar recursos ao Tribunal Constitucional, até 13 de setembro, e ao Supremo Tribunal de Justiça, a 20 deste mês.

Em junho, o Tribunal da Relação de Lisboa aplicou a Isaltino Morais uma pena de dois anos de prisão, pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais mas anulou a pena de perda de mandato.

Em instância anterior, no Tribunal de Sintra, o autarca de Oeiras tinha sido condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais.

O advogado explicou à Lusa que faz parte do recurso para o Tribunal Constitucional a fundamentação de que, face à "gravidade da acusação" dos crimes imputados ao autarca, se trata de uma inconstitucionalidade o facto de o julgamento não ter decorrido num tribunal com júri.

"Defendemos que, ao não ter sido, se violou um preceito da Constituição. Ao não ter sido permitido que fosse julgado em tribunal com júri, isso configura uma inconstitucionalidade", alega.

Quanto ao recurso para o Supremo, Rui Elói Ferreira adiantou que "será muito complicado", e que fará parte da fundamentação a contestação ao pedido de indemnização cível, que o Tribunal da Relação determinou serem 197.266,88 euros.

A defesa de Isaltino Morais apresentou recentemente ao Tribunal da Relação de Lisboa um pedido de aclaração do acórdão, no qual foram também suscitadas "questões menores".

"Não alteram o acórdão, apesar de invocarmos questões como a simples circunstância de se ter decidido aplicar a pena de prisão efetiva sem que base da decisão exista um relatório social. É evidente que nem todos os tribunais aplicam essa medida, mas há quem entenda que essa determinação, sem ter uma perícia sobre a personalidade, pode ser irregular ou até nula", explicou.

Em junho, além de anular a pena acessória de perda de mandato, o TRL decidiu ainda invalidar a condenação de Isaltino Morais pelo crime de corrupção passiva, quanto aos factos relacionados com o empresário João Algarvio.

(Lusa)

 
Português em greve de fome na VenezuelaPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Segunda, 06 Setembro 2010 15:19

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O cônsul português em Valência está a acompanhar “a par e passo” a situação do empresário português radicado na Venezuela que entrou em greve de fome, disse fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.

“O cônsul de Valência ainda hoje esteve a falar com ele e tem instruções no sentido de acompanhar a par e passo a situação”, adiantou.

Questionado sobre as reivindicações do empresário português, a mesma fonte disse que o Governo “está a avaliar a situação”.

“Estamos a fazer uma avaliação da situação”, disse.

Francisco Alves Félix iniciou no domingo uma greve de fome para evitar a confiscação de uma propriedade e apelou ao Governo português que interceda junto dos seus homólogos venezuelanos pedindo respeito pelos seus direitos.

Em declarações à agência Lusa, o empresário explicou que funcionários do Instituto Nacional de Terras (Inti) querem confiscar 2,7 hectares da sua propriedade, numa zona industrial do vale de Mozanga, no estado venezuelano de Carabobo (200 quilómetros a oeste de Caracas).

Natural de Vila Franca de Xira e emigrado na Venezuela há 26 anos, Francisco Alves Félix dedica-se à atividade metalúrgica e instalações industriais.

Há quatro meses que vê a sua propriedade ameaçada, o que o levou a efetuar, sem sucesso, diligências e ações legais em várias instituições e inclusive um recurso penal contra um grupo de invasores, afirmou.

(Lusa)

 
PSD: Passos Coelho acusa Governo de querer "ir ao bolso dos portugueses"PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Segunda, 06 Setembro 2010 10:44

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O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou domingo o Governo de querer "ir ao bolso dos portugueses" cortando nas deduções fiscais e recusou ser "muleta do PS ou de qualquer orçamento".

No encerramento da Universidade de Verão dos sociais democratas, em Castelo de Vide, Passos Coelho exigiu que o Governo, "antes de apresentar o Orçamento do Estado, apresente uma avaliação das medidas que foram decididas com o PSD para contenção da despesa pública".

O presidente do PSD exigiu também que "o Governo ponha rapidamente cá fora as continhas todas sobre o que se passou com o BPN e, depois disso, então que avance com uma reprivatização do BPN, mas não ao contrário".

Na sua intervenção, Passos Coelho reiterou que "o PSD colocou duas condições mínimas para viabilizar o Orçamento do Estado" para 2011: "o Governo fixar objetivos mais ambiciosos para cortar na despesa" e não ir "ao bolso dos portugueses mais vez nenhuma".

"Querer fazer do PSD a muleta do PS e de qualquer orçamento que este partido apresente apenas porque o Presidente da República não pode convocar novas eleições nos termos da Constituição e porque o PS e o Governo não estão na disponibilidade de emagrecer as contas públicas como deviam é uma perversão do sistema democrático", considerou, depois.

"E não percebo, devo dizer, como é que tantos analistas que têm sempre uma visão tão ampla destas responsabilidades não denunciam esta falsidade democrática em que estamos a cair, que é um Governo que perdeu a maioria absoluta, por nenhuma outra responsabilidade que não a sua própria e pela vontade dos portugueses, fazer chantagem com os partidos da oposição para que lhes deixem fazer aquilo que os portugueses não quiseram que eles continuassem a fazer quando decidiram nas últimas eleições", acrescentou.

Segundo Passos Coelho, invocando a "justiça social", o que o Governo pretende ao cortar nas deduções fiscais é reduzir o défice sem "fazer o seu trabalho de casa" de diminuir a despesa, decidindo que "os portugueses pagam de qualquer maneira".

"E se não pagarem de qualquer maneira, é porque há um partido da oposição irresponsável que não nos deixa ir ao bolso dos portugueses. É esta a situação que estamos a viver", completou o presidente do PSD, recebendo palmas.

(Lusa)

 
PR: Cavaco diz que se deve "falar verdade" aos portugueses sobre desempregoPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Segunda, 06 Setembro 2010 08:46

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O Presidente da República defendeu domingo que “é fundamental falar verdade aos portugueses” para que o país consiga atingir o “grande objetivo” de redução da taxa do desemprego.

“É fundamental falar verdade aos portugueses, porque falando verdade aos portugueses eles têm comportamentos que são consistentes com os objetivos que queremos alcançar”, afirmou Cavaco Silva durante uma sessão na Câmara de Tarouca, onde prestou uma homenagem aos emigrantes, alguns dos quais abandonaram Portugal à procura de emprego.

Cavaco Silva considerou que, “tendo uma boa informação, cada um comporta-se e tem uma atitude coerente” com o objetivo da redução da taxa de desemprego.

No seu entender, a “maior dificuldade” e o “maior drama” que atinge Portugal é o desemprego, lembrando que “cerca de 600 mil portugueses fazem diligências para encontrar emprego e não conseguem”.

Desses, “72 por cento estão nessa situação há mais de seis meses e 55 por cento estão desempregados há mais de um ano”, lamentou.

“Cada um de nós pode imaginar a angústia destas famílias, o desespero, a carência alimentar que pode atingir alguns desses portugueses, a incerteza com que olham o futuro”, afirmou.

Neste âmbito, o Presidente da República considerou ser “uma obrigação de todos” os portugueses contribuir “para que se avance no combate ao desemprego” e que, para isso, “é preciso colocar Portugal numa trajetória de recuperação económica”.

“E aí nós precisamos do contributo das pequenas e das grandes empresas, dos grandes e dos pequenos concelhos, das comunidades do litoral e das comunidades do interior”, sublinhou.

Na opinião de Cavaco Silva, só através dessa junção se poderá “mais rapidamente colocar Portugal numa trajetória de recuperação económica e de criação de emprego”.

“Exige-se que as instituições da nossa democracia, no seu funcionamento, sejam um exemplo de eficiência no seu trabalho, de realismo e de união de esforços. Que cada instituição faça bem a tarefa que lhe compete”, acrescentou.

(Lusa)

 
Astronomia: Encontro mundial em Lisboa sobre temas em que Portugal está "fortemente envolvido" PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Domingo, 05 Setembro 2010 16:57

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A busca de planetas extra solares e a formação do universo são das áreas que os astrónomos mais investigam e nas quais Portugal tem forte participação, como se verá na segunda feira, em Lisboa, onde 600 investigadores partilharão saberes.

Entre segunda e sexta feira, Portugal será anfitrião de uma das mais importantes reuniões científicas na área da astronomia mundial, a Joint European and National Astronomy Meeting (JENAM) 2010, que decorrerá na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Trata-se de uma iniciativa da Sociedade Astronómica Europeia (EAS), considerada pelos especialistas um “importante evento científico” que abrange temas na linha de frente da astronomia, ciências espaciais e tecnologia.

Um dos especialistas que participará no evento é Rui Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa e membro do Centro de Astrofísica da Universidade de Lisboa, para quem Portugal terá oportunidade de demonstrar a “forte participação que tem em projetos de grande pioneirismo”.

Rui Agostinho explicou à Lusa que, atualmente, existem duas grandes áreas de saber na astronomia em que a comunidade científica está empenhada: a busca de outros planetas extra solares e o conhecimento das primeiras etapas da evolução (“big bang”).

Trata-se de temas em que “Portugal está fortemente envolvido, com pessoas de excelente qualidade a trabalhar”, disse.

Nos próximos cinco dias estarão em Lisboa algumas das maiores referências na área da astronomia.

Esta é a 18.ª edição do JENAM, em que participarão grandes instituições científicas europeias como o Observatório Europeu do Sul (ESO) e a Agência Espacial Europeia (ESA).

A este encontro foram submetidos mais de 400 artigos para apresentações orais e posters.

Portugal já tinha acolhido a JENAM, em 2002, num encontro que decorreu no Porto.

(Lusa)

 
Casa Pia: Carlos Cruz condenado a sete anos de prisão efetivaPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Sexta, 03 Setembro 2010 20:04

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O apresentador televisivo Carlos Cruz (foto), arguido no processo de abusos sexuais na Casa Pia, foi hoje condenado a sete anos de prisão efetiva pelo coletivo de juízes liderado por Ana Peres.

O tribunal considerou Carlos Cruz culpado de duas situações de abusos sexuais sobre menores ocorridos numa casa na avenida das Forças Armadas, em Lisboa, e pelo menos uma numa casa em Elvas.

Carlos Cruz foi pronunciado por seis crimes, mas o Ministério Público só deu como provados três de abuso sexual e um de ato com adolescente.

Carlos Silvino foi o arguido que sofreu a pena mais pesada: 18 anos de prisão efectiva.

Por sua vez, o médico Ferreira Diniz foi condenado a sete anos de prisão efetiva por dois crimes de abuso sexual de menores pelo coletivo de juízes liderado por Ana Peres.

O advogado Hugo Marçal foi condenado a seis anos e dois meses de prisão efetiva pelo coletivo de juízes liderado por Ana Peres.

O tribunal considerou Hugo Marçal culpado de ter providenciado uma casa em Elvas, pedida à arguida Gertrudes Nunes, para que aí decorressem abusos.

Hugo Marçal estava pronunciado por 23 crimes, 19 de lenocínio e quatro de abuso sexual.

O embaixador Jorge Ritto foi condenado a seis anos e oito meses de prisão efetiva pelo coletivo de juízes liderado por Ana Peres.

O tribunal considerou Jorge Ritto culpado de abusos em diversos locais, como uma vivenda no Restelo e uma casa na Alameda Afonso Henriques.

Ritto foi pronunciado por 11 crimes - nove de abuso sexual e dois de lenocínio -, mas o Ministério Público considerou como provados oito crimes de abuso.

Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas, foi absolvida.

(Lusa)

 
Portugal com maior crescimento mensal nas vendas a retalho em julho - Eurostat PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Sexta, 03 Setembro 2010 15:46

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Portugal registou em julho a maior subida nas vendas a retalho da União Europeia, face a junho, subindo 3 por cento, estando no entanto 0,3 por cento abaixo do registado no em julho de 2009, indicou hoje o Eurostat.

De acordo com os dados hoje divulgados, Portugal (3 por cento), Malta (2,9 por cento) e França (2,2 por cento) foram os países com maior crescimento nas vendas em retalho em julho, comparando com junho, tendo a Roménia (-10,5 por cento), a Espanha (-3 por cento) e a Lituânia (1,4 por cento) os países em que se verificaram maiores quedas, na mesma base de comparação.

Este crescimento explica-se também pela queda de 1,6 por cento nas vendas a retalho de Portugal de junho (face ao mês anterior), que foi na altura a maior queda mensal.

As médias da zona euro e da União Europeia em julho, face a junho, segundo os dados do gabinete comunitário de estatística, foram ambas de 0,1 por cento, face aos crescimentos de 0,2 (zona euro) e 0,3 por cento (União Europeia) registados em junho.

Apenas 19 em 27 países tinham dados disponíveis para julho, em termos de variação mensal.

Na comparação com julho de 2009, França (6,1 por cento), Polónia (5,2 por cento) e Finlândia (4,5 por cento) foram os países que maior crescimento tiveram, enquanto a Lituânia (-8,8 por cento), Roménia (8 por cento) e Bulgária (4,8 por cento) surgem no fundo da tabela, com os piores resultados.

Face a período homólogo, Portugal apresentou uma taxa negativa de 0,3 por cento em julho, sendo o sexto pior resultado no conjunto dos 19 países da União Europeia com dados disponíveis.

A média de crescimento das vendas a retalho em julho da zona euro, face a julho de 2009, foi de 1,1 por cento, enquanto na União Europeia foi de 1 por cento, tendo tido ambas um crescimento homólogo de 1,2 por cento em junho.

(Lusa)

 
Turismo: Receitas cresceram 7,4 por cento até junhoPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Informação - Portugal e Comunidades
Sexta, 03 Setembro 2010 15:21

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O primeiro ministro, José Sócrates, disse esta sexta-feira em Braga que o aumento de sete por cento nas receitas do turismo nos seis primeiros meses do ano “mostra que 2010 é um ano de recuperação para o setor”.

“De janeiro a junho os proveitos do turismo cresceram 7,4 e em junho subiram dez por cento”, sublinhou, dizendo que “as indicações mais recentes vindas das regiões turísticas mais importantes, o Algarve, Lisboa, e a Madeira apontam para um ano turístico muito positivo o que é muito importante para a recuperação da economia”

O governante falava durante a sessão que se seguiu à inauguração da primeira unidade hoteleira de cinco estrelas de Braga.

O hotel, um investimento de 20 milhões de euros, criou 80 novos postos de trabalho.

No ato participaram o ministro da Economia, Vieira da Silva, o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, o presidente da Câmara Municipal, Mesquita Machado.

José Sócrates repetiu um dado avançado pelo ministro da Economia, sublinhando que o número de passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais, entre janeiro e agosto, subiu 10 por cento.

(Lusa)

 
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